terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ENCONTRO ETERNO

 Lembro-me de cada instante que passou
O tempo inteiro e cada minuto que durou
De momentos que pensando adormeci
De olhares pela janela que jamais esqueci

A viajem longa que cada segundo era uma eternidade
Mas a vontade de chegar era interminável
Amanhecia e o sol brindava com alegria
E eu olhando aquela beleza com agonia

Quanto mais perto chegava mais me desesperava
A angústia de te conhecer não terminava
Era tudo que parecia que dentro de mim faltava
A vontade de chegar e ao mesmo tempo voltar angustiava

Impossível de descrever em palavras quando te avistei
Uma vontade de te ter em meus braços que jamais imaginei
Teu coração batendo como asas de beija flor rápido e forte
Em um momento que eternizará vida após a morte.

ANDERSON SILVEIRA LOPES
A CERTEZA E A DÚVIDA

Um dia perto do dia que um dia te conheci
Perto das palavras ditas que um dia escrevi
Um coração onde tudo bate e se esconde
Atrás de sentimentos que não corra e sim ande


Não sou o rei das palavras ditas e sim da dúvida
Dos olhares e dos sentimentos de uma parte da vida
Que tive desde o dia que te conheci
E de olhares que escrevi no momento exato que à vi


Agora me importo com tudo que possa destruir
A dúvida que anos eu  construi
Trouxe-se a certeza de tudo que tanto duvidei
Nesses pilares que em tanto tempo me apoiei


Sou um deus sem ser adorado por suas perguntas
Sou apenas produto de algumas permutas
Ser a certeza e não ser a duvida pode ser complicado
Pode não ter perguntas e simplesmente ser exato.


ANDERSON SILVEIRA LOPES

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A PROCURA DA ILUSÃO

Meus sonhos minha vida a espera
Teus olhos que tanto procuro que até a luz deseja
Meus lábios que teu nome não sabe
Mas murmura feroz como um dente de sabre

Meu corpo que ao fechar os olhos sente
Tua imagem dia e noite permanece na minha mente
Mesmo quando a procuro não preciso procurar
Pois em meus sonhos e pensamento insiste em estar

Procuro mas não consigo esperar
E como um ser humano faz-me errar
As perguntas que dentro de mim estão
É as respostas que movem essa paixão

Uma paixão sem solução
Onde todos os passos que dou têm uma razão
Uma procura original sem nenhuma imitação
Da realidade do sonho e de respostas que se confunde com a ilusão.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

VISÃO DA PERFEIÇÃO

Hoje tive uma visão onde todos eram iguais
Onde até as palavras não te feriam jamais
As decisões eram sempre na hora certa tomadas
E as pessoas eram por seus reis e súditos amadas

Os dias sempre ao amanhecer eram lindos e ensolarados
E a noite as estrelas e a lua tinham sempre um maior significado
Não existe sede, fome e tudo era realidade até o maior sonho
Éramos capazes de adormecer ao relento sem pudor ou medo

Lagrimas jamais se viam cair
E mesmo sem pensar sabia sempre aonde ir
Não sentia frio e muito menos calor
E todos os dias existiam o desabrochar de uma flor

Mas de repente dessa visão acordei
E todos sabem o resultado que avistei
Mas como sabemos nem sempre a perfeição é o que desejamos
Pois a vida é o reflexo das atitudes que tomamos.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

quarta-feira, 23 de novembro de 2011


ESTRELAS

Cheguei à noite e olhando as belezas das estrelas, fiquei
Como são belas e na brisa da madrugada me afaguei
Queria adormecer com elas a me cuidar
E com o nascer do sol despertar

Já parou para olhá-las e perceber quantas existe
E mesmo sem notá-las elas em sua beleza persiste
Existem para fazerem alguns como eu sonhar
E outros em silencio suas palavras escutar

São tão sabias as estrelas por que tudo acontece embaixo de seus pés
Sem nenhuma palavra a dizer exprime conselhos como um velho ao convés
Que conta suas historias apenas com um olhar
De um silêncio que ecoa no fundo do peito como as ondas de um grande mar

Um poeta sem elas não teria uma inspiração
Pois noite sem luz seria uma grande aberração
Elas estão sempre na mais pura escuridão a nos guiar
Para nos mostrar a luz do caminho  que devemos caminhar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SANGUE

Imagem da ignorância que escorre
Entre pedras não caminha e sim corre
Vendo a cor que em pedras se guia
O perplexo toma conta de quem à vigia

O paradisíaco da imagem que a cega
E torna os membros do corpo uma ameba
Que se movimenta por osmose
E as torna previsível igual a uma hipnose

Em olhares desencontrados o pavor
De ver nos olhos o reflexo da dor
Onde o fazer é nada a fazer
Esperar, rezar, refletir e em algo crer


Tudo e o nada se misturam em um só lugar
E respostas é o que deseja em segundos encontrar
Pois um segundo parece horas intermináveis
De olhares que se cruzam e respostas variáveis

ANDERSON SILVEIRA LOPES

terça-feira, 27 de setembro de 2011

QUANTAS VEZES

Quantas vezes você consegue dizer o que quer
Subir crescer demonstrar que é capaz de se erguer
Quantas vezes você é capaz de falar, gritar e sonhar
E provar que um sonho é possível de se realizar

Quantas vezes você conseguiria cair e levantar
Enxugar as lagrimas e começar sorrir e cantar
Quantas vezes você ouviria uma musica e dançaria
Sem que imaginasse que alguém se importaria

Quantas vezes você diria que um erro valeu à pena
Que se pudesse voltar assistiria como uma cena
Quantas vezes você disse algo a alguém
Que fizesse se sentir importante e não um João ninguém

Somos feitos de decisões e caminhos desencontrados
De pessoas que se encontram e se tornam encorajados
Decidimo-nos o caminho que queremos seguir e encontrar
Lembre-se apenas você é a resposta de onde deseja estar.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

NÃO DEIXO VOCÊ PARTIR As vezes não sei o que faço e também não sei o que fazer Queria correr até seus braços e nos seus braços adorm...