segunda-feira, 4 de agosto de 2014


SER OU NÃO SER

Ser ou não ser algo que se espera
Ou ser o  que os outros  de ti pensa
A explicação do ser é complexa
Pois não somos o que se expressa

 A incógnita do ser  é impressionante
Pois não existe explicação em uma consoante
Somos o anexo de consoantes e vogais
Que juntas formam palavras hexagonais

 
Mesmo que unidas tem suas imperfeições
E seus inúmeros sentidos podem não ter explicações
Mas em suas imperfeições  julgam – se perfeitas
O que seria mais perfeito do que ser imperfeito

Ser o que não se espera é no inesperado surpreender
Nas imperfeições conseguir enxergar a perfeição e se render
E mesmo quando tudo parecer ser o que é
Entender que ser ou não ser pode ser um simples não ser o que é.

                                                                                                     ANDERSON SILVEIRA LOPES

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sabe hoje é o dia
O dia das lembranças que me prendem a você
O dia que acordei e sonhei em te ter
O dia que choveu e abriu o sol
O dia em que toquei em sol be mol

O dia que o tempo parou
O dia que a tempestade chegou
O dia que tudo parecia acabar
O dia que lágrimas fizeraram-se rolar

O dia que parecia voar
O dia que em teus braços era meu lar
O dia onde até um ciclone se transformou em brisa
O dia que em que a brisa se tornou a minha amiga

Você sempre será um novo dia de um novo amanhã
Que faz dos dias a luz de todas as manhãs
Que o acordar será uma triste ilusão do amanhecer
Pois a realidade é o sonho do acordar do anoitecer

ANDERSON SILVEIRA LOPES

terça-feira, 28 de maio de 2013


               Decisão

O dia esta chegando e as duvidas aumentando
As lagrimas às vezes caem e vão desmoronando
Resposta não tem mais perguntas entre linhas
E o papel rasgado sobre a mesa em partes distintas


O olhar ainda é fixo procurando uma luz
E o que antes era lindo agora não mais seduz
A realidade não é nítida e obscura
E as dores que tínhamos não têm mais cura

Conseguimos sentir o sangue correr
E no peito sentimos o coração bater
O estrondo dos batimentos ensurdece
E as lagrimas meus lábios umedecem

Não sei mais quem sou apenas vivo
Sou morto que parece mais um individuo
Onde o que apenas o que procura não sabe onde encontrar
Em pensamentos encurralados em uma mesa de bar.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

terça-feira, 21 de maio de 2013


ESTRELA

Não sou mais o mesmo nem quando caminho
Hoje eu corro atrás de tudo que vejo e sinto
Não me importo mais com o tempo e a idade
Faço tudo e me importo com a amizade

O tempo passou as experiências ficaram
A vida mudou e muitos pela minha vida passaram
Uns deixaram algumas lembranças e coisas a mais
E de alguns, mas para dizer muitos nem lembro o que deixaram para traz

Algumas coisas me lembram muitas outras
Coisas importantes e outra nem tantas
Partes estão intrínsecas dentro de mim
Que lembro como se fosse hoje bem assim

Não quero ser apenas um cometa que passa e deixa lembrança
Quero ser a estrela que permanece e da esperança
De um tempo melhor, um momento de felicidade
De quem sempre cultivou a amizade e em lembrança deixará saudade.

ANDERSON SILVEIRA LOPES
A PROCURA DO POEMA PERFEITO

Vivo a procura do poema perfeito
Para falar de amor, algo que me sinto satisfeito
Procuro palavras que condizem com esse desejo
Mas procuro e não encontro tais pensamentos

Penso na palavra amor
Logo imagino felicidade, alegria e dor
Vai norteando algumas palavras incrédulas
Que esmiúcem de meus neurônios algumas células

Dizem que um poeta é capaz de discernir o amor
Imagino que seja capaz, mas sentir e descrever sem dó
Quem agüentaria? Quem contaria as piores partes?
Apenas o poeta conseguiria com letras e arte

A arte de escrever não está na experiência
Pois basta sonhar, acordar e levantar que terá essa vivência
Está na observação, absorção dos sentimentos e acontecimentos
Transformar letras em palavras é fácil, difícil são palavras em sentimentos

ANDERSON SILVEIRA LOPES

NATUREZA DAS COISAS


Como explicar a luz das estrelas
O ar em movimento que seduz as velas
O nascer e o por do sol que todos os dias acontecem
O movimento do mar que as antecedem

Como explicar o ar que produz a fala
Os movimentos que induzem e acalma
Como explicar as lágrimas em um rosto ingênuo
De tudo que a forma e é homogêneo

A natureza em sua formação é simples e a tudo se sujeita
De forma que ao doar-se dar-se por satisfeita
Pois tudo se renova e é aproveitada
Desde ao interior e as formas rejeitadas

Buscamos as diversas formas excêntricas
Mas encontramos sempre imperfeitas
Por que necessitamos das diferenças
Para crescer renovar-se e tornarem-se únicas e perfeitas

ANDERSON SILVEIRA LOPES

segunda-feira, 20 de maio de 2013


SÓ VOCÊ


Hoje tive um sonho sonhei com você
Um sonho que não consigo esquecer
Sonhei com nos dois em uma praia
As águas batiam nas pedras voavam gotas d’gua

Seu sorriso refletia nessas gotas como lagrimas do mar
E o seu olhar brilhava em ver essas gotas em seu rosto tocar
Seus olhos eram o reflexo do imenso céu que ficava a nos acompanhar
Seu sorriso era simples e lindo que eu ficava a observar

Não sabia se corria para te abraçar
Ou esperava você vir me beijar
Meus olhos eram só você
E meu coração vibrava em apenas te ver

De repente tudo que queria era você
Seus abraços e beijos para suprir meus desejos e jamais esquecer
Quando parecia tão perto assim
Veio a onda dos acontecimentos e te levou para longe de mim.


ANDERSON SILVEIRA LOPES

NÃO DEIXO VOCÊ PARTIR As vezes não sei o que faço e também não sei o que fazer Queria correr até seus braços e nos seus braços adorm...