sábado, 11 de junho de 2011

QUANDO A MORTE CHEGA


Enquanto meus olhos se fechavam
Meus lábios a chamavam
E no âmbito de gritar
As mordaças me impediam de chamar

Trancado o que meu peito queria
Minha voz cada vez mais impedia
E a luta que tanto travava
Era o que um e outro relutava

E não sabendo o que fazer
O cansaço desfragmentava o meu ser
E uma melodia que escutava
Era aproximação do que tanto esperava

Ele então estende a mão ao meu lado
E tudo acontece como o desejado
Levanto-me e ao levantar-se olho para baixo
Vejo a mim mesmo no chão deitado

ANDERSON SILVEIRA LOPES

VIVER PARA AMAR

Amar sereno como a brisa que a noite cai
Sendo compreensível no ímpeto que se sobressai
Nas dificuldades do entendimento
Aflora o que de mais lindo há de sentimento

Nem o mais negro dia fará se esconder
E a mais bela luz que foi te conhecer
Somente na direção que fez entender
Que é o que vale apena sofrer para viver

Em algumas vezes ele dilacera
Em outras ele o coração acelera
Mas quem seria o corajoso que não viveria
E quem por uma vez experimentar não queria

Decisões muito difíceis para um só coração
Se viver é sofrer, sofro por que amo a razão
Mas prefiro perder a razão para o coração
Quando escolher você é a principal decisão.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

quinta-feira, 9 de junho de 2011

UM DIA

Um dia eu escrevo outro dia penso
Um dia eu esqueço e outro dispenso
Às vezes sou a razão e outro a emoção
No outro não sou mais nada apenas uma ilusão

Um dia tenho respostas e o outro as perguntas
Às vezes esqueço os dias e outros a permuta
Tento ser decidido mais sou indeciso
Acabo de fazer tudo mais não sou preciso

Corro e acabo sempre caminhando
Descubro que correr acaba não adiantando
Às vezes chego na hora outra me atrasando
Penso estar acordado, mas estou sonhando

Nas duvidas das incertezas
Sou um plebeu em meio à realeza
Imaginando sempre ter a certeza
Encubro a duvida para esconder a tristeza.

ANDERSON SILVEIRA LOPES
MEDO

No silêncio das perguntas eu me escondo
Fico mudo ao ouvir um estrondo
Meus olhos fechados e o corpo encolhido
Feito rato em um canto escondido

A coragem já não corre em minhas veias
E a escuridão é o que serve de dúvidas alheias
Com a cabeça baixa e a pele gelada
Minha face se encontra desfigurada

O medo que aos poucos me aflige
É mesmo que minha imagem denigre
A sustentação agora apenas é do peso
Dos milhares de situações que penso

Agora apenas uma decisão
Erguer a cabeça ou morrer do coração
A escolha é sua viver uma ilusão
Ou levantar-se e jogar-se a emoção.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

quarta-feira, 8 de junho de 2011


PEDAÇOS DE SENTIMENTO

Se um dia minhas lagrimas caírem
Lembre-se que foi ao ver nossos corações se partirem
A distância que fiquei somente um tempo
Não omitiu o que demonstrei em sentimento

Um sofrimento repentino que se acomodou
Ficando dormindo um tempo e acordou
Com uma força que jamais imaginaria
Dilacerou o que pensei que ninguém conseguiria

Levantar-se em meio à tempestade
Foi o que demonstrou ter força de verdade
Mas não impediu que a tristeza permanecesse
Encravada no peito e não deixou que renascesse

Agora meus olhos estão fechados
E meus lábios que tremulam amordaçados
Em meu corpo só restam alguns estilhaços
De pequenos sentimentos aqui contados.

ANDERSON SILVEIRA LOPES

terça-feira, 7 de junho de 2011

ARTE de ESCREVER


A arter de escrever é extrair um olhar do paraíso
Fazer de minhas letras um momento de sorriso
Caminhar por frases sobre a face da felicidade
E ao ler ver o perplexo do entendimento da verdade

Digitamos algo que subtraia um flash do primeiro momento
Datilografamos o presente no passado do esquecimento
Lapidamos a pré historia de pedras em ferro e fogo
E fazemos de nossas palavras ficarem inerte em um jogo

Ser um ser, não necessariamente poderia ser
Mas escreveríamos historias sem mesmo viver
Por que escrever não é somente uma arte
Mas a maneira de se expressar e se mover

Se mover pelo tempo que ninguém perdoa
Viver histórias e entender o presente que hoje atordoa
Caminhar por pensamentos em torno do planeta
Livre no espaço, mas fixo para ser visto e adorado igual a uma estrela

ANDERSON SILVEIRA LOPES

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ERRO

Um erro pode ser duas vezes cometido
Mas da verdade jamais escondido
Podemos vive-lo e ser mascarado
Através de pensamentos obcecados

Não podemos julgar as formas acontecidas
Pois elas acontecem e são distorcidas
Queremos que seja a verdadeira verdade
Mas são erros que se esconde da piedade

Sabemos que erramos e escondemos
Às vezes dos outros outras de nos mesmos
Vivemos uma mentira até não agüentar mais
Para fugir da tristeza que está logo atrás

Corremos do que não podemos fugir
E sabemos qual o caminho seguir
Justificar um erro com outro erro e não ser capaz
De encarar um erro com a frase:- Não quero mais!

ANDERSON SILVEIRA LOPES

NÃO DEIXO VOCÊ PARTIR As vezes não sei o que faço e também não sei o que fazer Queria correr até seus braços e nos seus braços adorm...